domingo, 27 de setembro de 2009

Audiência confirma imposição de adesão ao emissário submarino

Apesar da Caern ter afirmado que os esgotos de Nova Parnamirim serão coletados, tratados e terão destinação final, o que mais chamou atenção na audiência pública realizada na última quinta-feira (24) proposta pela vereadora de Parnamirim Lucinha Thiago foi o fato de que o engajamento de Nova Parnamirim no sistema do “emissário submarino” de Ponta Negra, em fase de projeto pela CAERN, ter sido uma imposição do Ministério das Cidades ao município, para que este não perdesse verbas do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC.

A revelação feita pelo gerente de Desenvolvimento Operacional da Caern, Isaías Costa Filho foi de extrema importância já que a destinação final dos esgotos coletados na região, depende de um estudo de alternativas que está sendo realizado pela empresa Start, contratada pela Caern, que segundo ela, deve ser concluído nesta semana. Isaías disse ainda que a destinação do restante dos esgotos de Parnamirim permanecerá sob responsabilidade da Prefeitura Municipal.

Questionada se a audiência atingiu seu objetivo a vereadora Lucinha lembrou que só o fato de levar a Câmara a comunidade já teria valido a pena, mas a revelação de que o município teve que entrar no sistema do “emissário submarino” sob pena de perder recursos abre uma nova dimensão dos problemas que afligem o bairro no tocante ao saneamento.

Outro resultado concreto da audiência revelado por Lucinha será a elaboração de uma ata com o envio de cópias para todas as autoridades participantes e um comunicado a Secretaria Municipal de Saneamento para que na criação e instalação do Conselho Paritário ela e o vereador Valério Santiago, atuais delegados do plano de saneamento, possam ser membros.

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